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Coisa de mulher prendada: Cookies de mm's(estupidamente gostosos) e unhas do Pac-man

Sabe aquele dia em que acontece uma coisa bem, digamos no mínimo, chata na sua vida? Você marca nas suas férias de passar a tarde com as amigas fazendo um doce gostoso e aí o elevador do prédio de uma delas quebra e você e elas com fome, em plenas três horas da tarde sem almoçar, ainda precisam subir 17 andares?
Pois é, assim foi para eu, Kaps e Érica. Mas esse empecilho não destruiu os planos do dia, que eram de preparar cookies de acordo com uma receita que eu tinha achado no site I could kill for dessert e enfeitar as unhas com os milhares de fru-frus que Kaps adora colecionar. Pra dar aquela água na boca, vamos começar mostrando o resultado da empreitada:



Depois dessa foto absurdamente apelativa, pelo menos na minha opinião, vamos a receita do cookie, que devo dizer, foi um dos melhores da minha vida. Não que eu tenha lá muita experiência nesse campo, mas lembro que dos que eu comi, esse com certeza tá no top e ainda tem o bônus de ser caseiro e quando tá quentinho é de comer ajoelhada agradecendo aos céus. Sem mais delongas, vamos contar como faz?

Coisa de mulher prendada: O desafio de preparar café pela primeira vez!

 

Essa história ia ser apenas um post no meu perfil do Facebook, mas achei que dava uma história engraçada pra contar. Eu ando com muito sono. Quando se pensa em algo pra inibir o sono, cafeína pipoca logo na cabeça.

Minha vida de consumir essa iguaria começou provando o cappuccino da máquina de café que fica no térreo do CTG, o prédio em que tenho aulas na UFPE. Um belo dia, depois de ver vários amigos tomando por algum tempo, resolvi tentar também. Investi um real e vi meu copinho sendo preparado. Que emoção foi, era um processo divertido de se ver. Provei e confesso que logo de cara não foi um grande amor, mas tinha potencial para o futuro. Toda vez que eu queria me manter mais acordada, passava na bendita máquina e arrumava moedas. Até que virou um vício, tomar aquele copinho, depois do almoço pra dar aquela suavizada no paladar. Todos os dias era aquela guerra pra arranjar um real em moedas pra depositar ali e ter meu pequeno copinho de cappuccino para bebericar aos poucos, afinal, não vinha muito e eu não tinha dinheiro pra gastar tanto.

Dia desses, estava eu caminhando, feliz por ter arranjado uma moeda de um real pra tomar o adorado café do dia. Meu sorriso caiu assim que vi a novidade: a máquina tinha sido trocada e o preço aumentado para R$ 1,50.

Nesse momento eu pensei: ADEUS, CAFÉ, FORAM BELOS DIAS DE UM AMOR DOCE E QUENTINHO…

Sou estudante pobre e arcar com um aumento de 50% estava fora de cogitação. Era demais.

Fiquei triste e provavelmente o CTG em peso, afinal, antes sempre tinha gente na fila, agora anda mais deserto que o Saara.

 

 

Plastic-cup

Saudades… Smiley chorando

 

 

Comecei então a matutar soluções para o meu problema. Depois da máquina, tive outras experiências e meu cappuccino preferido era o da cafeteria São Braz. Eu poderia ir lá de vez em quando tomar, mas ainda assim, não poderia ser algo muito frequente dada a minha renda mensal. Passeando pelo supermercado, eis que passo pela parte em que eram vendidos os potes e sachês de café. Milhares de variações de pó para preparar a bebida quente que mesmo no calor de Recife, ainda é consumida por muitas pessoas. Então eu pensei, será que seria caro demais comprar uma dessas latas de pó de cappuccino?

Coisa de mulher prendada: Uma crônica ou uma receita? O desafio picante!


Desculpem a imagem ruim, só encontrei essa… Smiley triste

A culpa era do sabor do nordeste.
Antes que você, caro leitor, entenda-me errado, deixe-me explicar. Adoro comida nordestina, como boa paraibana/pernambucana que sou. Era um dia comum desses em que eu voltava da UFPE com Érica, e dada nossa comum falta de recursos financeiros, estava complicado escolher um lugar no shopping para almoçar. Decidimos comprar macarrão e molho, sairia barato e renderia bastante. Chegamos na seção dos molhos de tomate no supermercado. Eu estava impressionada com a variedade absurda de sabores que eram vendidos nas prateleiras.
Molho com cebola, molho com azeitona, molho com carne, molho sabor pizza, e não só os molhos de tomate, mas até molho madeira se vendia ali. Naquela confusão de opções, Érica me aponta um tradicional.
- Po, mas a gente vem até aqui e pega esse molho sem graça mermo? Não, né, vamo ver um com uma frescura a mais! – digo eu, leiga na atividade de escolher molho de tomate. Continuo passando os olhos pelas embalagens até que eu avisto ele: molho de tomate sabor do nordeste. Tinha coisa mais tentadora do que um molho com esse título? Minha boca já começava a salivar imaginando a delícia que devia ser.
- Dani, só se liga numa coisa: molho APIMENTADO. – disse Érica sabendo do meu histórico com comida picante. O negócio é que eu não tinha muita experiência ali e sempre que me enveredava a comer coisas com pimenta, o resultado não era lá o melhor. Eu ficava vermelha e suando feito uma porca. Aquela coisa tosca de quem não é acostumado e ainda é branco feito uma vela. Fico me sentindo uma gringa provando acarajé com pimenta baiana.
- OK, eu sei que é apimentado, mas eu aguento né? É O SABOR DO NORDESTE, PRECISO PROVAR! – E feliz e satisfeita, agarrei a embalagem pra levar pra casa de Érica. Chegamos lá e tudo muito bem, ela prova o molho quando ainda está na panela e diz que é bem leve. A opinião de Érica em coisas picantes não me era muito confiável porque eu sabia que ela gostava de uma pimenta na comida. A hora de provar chega e despejo no prato a parte com mais molho. Instantaneamente, assim que ponho a primeira garfada na boca, eu vou no inferno e volto. Obviamente, eu tento disfarçar na classe, mas meu olho ameaça lacrimejar deliberadamente.
- Érica…. Tem aquela maionese esperta aí pra eu comer com macarrão? Gosto de botar. – ok, eu de fato gostava de maionese com macarrão, mas dessa vez era de uma necessidade cavalar. Eu esperava que a maionese ajudasse na ardência absurda que estava a minha língua. Até o fim do almoço, eu fiquei vermelha, suando como uma porca e cheguei ao novo nível: quase choro de tão apimentado. Claro que na minha cabeça eu não ia descer do salto, e aguentei bem. Claro que Érica viu minha tentativa forçada e foi bem legal fingindo que não percebeu.
Esse episódio virou piada interna por muitos dias. Até essa semana, relembramos e fiquei matutando comigo mesma que devia ter um jeito de comer algo picante e não ficar ridícula daquele jeito. Eu ia achar uma solução.
E foi daí que surgiu o desafio picante.
Eu ia comer aquele molho picante de todo jeito. E não ia passar mal por causa dele. Era uma questão de honra.
Decidida, falei com Érica pra preparar outro macarrão na casa dela. Pesquisei e pesquisei na internet, o jeito era tacar creme de leite. Como essa quinta não teve aula, por causa da greve dos ônibus, resolvemos que era o momento. Antes de tudo, fomos ao supermercado comprar o bendito molho. Passei meus olhos novamente por aquela confusão de sabores e não achei o sabor do nordeste.
-Ok, estou desesperada, como fazer o desafio sem o desafiante??? – perguntei incrédula para Érica.
- Bem, tu quer que seja picante né? Tem essa marca aqui que diz que é apimentado.
- Hmm… Tá valendo! Não tem o titular, vai o reserva!
E depois de procurar o creme de leite, o requeijão mais barato, deixar o requeijão cair no meio de muitas garrafas de vinho e elas não quebrarem mas o fundo do requeijão quebrar, e ainda assim ter a cara de pau de pegar outro e deixar lá o quebrado escorrendo, fomos felizes com os ingredientes pra casa.
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O desafiante substituto!