Papai, tô namorando!!!
Chico Bento cresceu?
De repente, pipocam em sites de notícias que ele ganhou uma versão “crescida”. O assunto vira, como de praxe, motivo para piadas em redes sociais e logo minha curiosidade se atiça pra descobrir o que danado tinham feito com um dos meus personagens preferidos do Maurício de Sousa. Lendo as informações que encontro por aí, entendo que ele se tornou um ex-caipira forte, sexy, estiloso, sem sotaque, calouro de universidade.
E essa descrição me pareceu um tanto supérflua e absurda. Resolvi tirar minhas conclusões por mim mesma e comprei então a edição de lançamento de “Chico Bento Moço”.
Devorando as páginas!
Depois de ler duas vezes todas as páginas do gibi (ou mangá, ou mangá abrasileirado, sabe-se lá como se classifica aquele tipo de quadrinhos), finalmente posso dizer o que aconteceu com nosso querido Chico e se ele realmente se tornou um adulto. Nesse post, amigo leitor, eu conto pra você.
Caminhada na praia de Boa Viagem
Uma praga nas amígdalas
Coisa de mulher prendada: Uma crônica ou uma receita? O desafio picante!
A lenda da romena
O fato é que essa mulher é uma lenda viva e depois de finalmente passar em todas as disciplinas que eu poderia pagar com ela, chegou a hora de me despedir de suas aulas e em sua homenagem, postar esse humilde texto que tenho certeza que não descreverá a altura o personagem que ela virou em minha memória e na de muitos outros estudantes de Engenharia Eletrônica na UFPE. Se você ainda não a conhece ou quer apenas relembrar a figura icônica, vamos comigo nessa retrospectiva pelos momentos com a romena. Espero que se algum dia ela ler isso aqui, fique feliz e ache divertido, foi com a melhor das intenções. Afinal, professora, sou sua fã.
E quem não poderia ser depois de ver suas aulas?
R.I.P. CDU/SHOPPING
O amigo leitor estranhará quando eu disser que até os 18 anos eu mal sabia como era andar de ônibus. Mas tudo que eu fazia ficava pelo meu bairro mesmo ou então meu pai me levava de carro ao meu destino, até essa idade.
Era um dia muito chuvoso, em meados de junho de 2010. Eu estava estudando para a última prova de Física 1 e esperava o horário que meu pai costumava me buscar na UFPE. Naquele tempo, eu estava ainda no primeiro período e como tudo aquilo de universidade era novo, meu pai me prometeu que daria sempre um jeito de me buscar ou mandar alguém de confiança fazer isso. Aquele dia foi marcante, pois pela primeira vez ele não podia cumprir sua promessa.
Ensaios(e também um texto): Meu primeiro piercing e cabelo mais curto
Ainda bem que meu pai não gosta de internet. Muito menos de ficar lendo sites. Muito menos deve saber o que é um blog. Hoje divido com vocês a experiência de fazer meu primeiro piercing. Que seja nosso segredo.
Eu olhava pro espelho e alguma coisa tinha mudado. Minha percepção de mim mesma depois das lapadas emocionais de 2012 me transformaram. Eu sentia estar mais madura, porém mais fria. Será que maturidade tinha a ver com isso? Ou será que é o que o mundo quer que a gente pense? Seja qual for a resposta, eu sabia que estava diferente. Queria marcar isso no meu corpo pra que ficasse lembrado que 2013 era um ano novo.
Eu sempre quis colocar um piercing. Na verdade, também gosto de tatuagens, mas sendo realista, eu não poderia bancar uma e não tinha ainda segurança pra isso. Resolvi que estava na hora de furar de novo minha orelha, mas dessa vez pra fazer algo que não era do dia pra noite que eu tinha vontade, era uma vontade de muito tempo. Tomei a decisão e fui a ação. Uma vez feita a escolha, não gosto de demorar pra executá-la. Era então dia 13 de março de 2013.
Um “bota fora” de 2012 e um olá pra 2013
Diz minha tia, que os astros, números e todo tipo de hecatombe dos zodíacos previa que 2012 seria um ano difícil pra maioria das pessoas. Eu não sei o que a maioria das pessoas pensa, mas pra mim, foi um ano absurdamente marcante e aqui nesse post promovo o meu “bota fora” pessoal, a lavagem de alma anual em que escrevo um pouco sobre o que se passou nesses 12 meses. Antes eu escrevia isso num diário, só que dessa vez, resolvi compartilhar com o mundo um pouquinho do que me aconteceu.
A saga em busca da primeira habilitação – Parte 4
Agora mais que nunca tirar a carteira de motorista merece o status de “saga em busca da primeira habilitação”.
Ok, isso não é o recomendado. Terminei as aulas teóricas em fevereiro e só agora, dia 21 de novembro de 2012, fiz finalmente a prova teórica do DETRAN. É bem provável que todos da minha turma já tenham a carteira há meses e eu ainda nem peguei num carro. Agora meu processo está pra vencer em 10 de janeiro de 2013 e fui classificada no banco de dados da autoescola como caso “especial/urgente”. Quando penso nisso até dá vontade de rir.
Como não poderia deixar de ser, sou brasileira e sempre deixo pra fazer tudo de última hora. Fui deixando pra depois por causa das aulas da UFPE e mesmo no período de greve, fui deixando pra depois, quando as férias tivessem terminando. Mas quando tomo vergonha na cara, só consigo marcar pra esse dia a prova e agora vou contar como tudo se sucedeu…
Palavras de “até logo” e não de adeus a Marília
Texto de convidada: “Vício frenético” por Roberta Silvestre
Vida de Universitária: Adeus Área II
A saga em busca da primeira habilitação – Parte 3
De algum modo, passei pelo exame psicotécnico com atestado de pessoa normal.
Não me informaram quanto tirei na prova de lógica, o que me deixou bastante chateada, pois sempre é bom saber sobre o desempenho nas coisas dessa vida (pensando como estudante de engenharia admito que realmente gosto de ter dados na mão).
A saga em busca da primeira habilitação – Parte 2
O dia da consulta médica e do exame psicotécnico havia chegado e eu estava em pane pensando em que tipos de instrumentos de tortura eles nos avaliariam… Com certeza deveriam checar minha visão e fiquei imaginando como seria a sensação de ter meu globo ocular varrido por alguma espécie de laser futurista.
Mas é claro que isso era só minha imaginação fértil ultrapassando os limites do que se considera razoável.
Cheguei ao consultório médico por volta das 9h da manhã, onde eu teria minha consulta com sei lá que médico. Imaginei que seria um lugar abarrotado de pessoas enfermas esperando sua aprovação para conduzir veículos na cidade, só que quando bato na porta, encontro apenas uma secretária numa antessala e mais uma porta que dava para a sala da médica. Ainda bem que era mulher. Fiquei aliviada porque não sabia que tipos de coisas ela gostaria de testar e averiguar em mim, então só por segurança, achei melhor que ela fosse do mesmo gênero que o meu.
Dirigi-me a secretária e ela me olhou como se eu estivesse atrapalhando algo muito importante. Olhei a tela de seu computador e ela estava conferindo o perfil do Facebook de alguém. Oh, desculpe por atrapalhar, mas estou aqui para fazer você trabalhar, querida, pensei.
Eu tenho hora marcada, ok?
Ela fez um sinal pedindo que eu aguardasse e minimizou a tela do Facebook. Pegou meu comprovante de pagamento pela consulta e chamou a médica ao telefone. Pergunto-me se era tão cansativo assim para ela se levantar e bater na porta avisando da minha presença. A médica, que agora nem lembro mais como se chama, convidou-me a entrar na sala dela e então sentei na cadeira vaga a sua frente.
A médica começou portanto a me fazer perguntas e eu a responder.
- Você bebe?
Texto de convidada: “Quando o amor se vai” por Roberta Silvestre
Cada olhar, gesto, palavras tuas eu captei profundamente, em busca de uma esperança de um dia ser o teu porto seguro. Às vezes achei que vi isso, mas terá sido alucinação minha? Ilusão? Busca do que não existiu. E cada abraço de despedida nas escadarias eu tentava te falar o inevitável: eu te amo. Mas ficava engasgada na minha garganta. Doía só de pensar.
E quando eu menos esperava, ficamos juntos numa maravilhosa e infeliz noite de bebedeira. Reanimando assim um coração carente, até mesmo doente. E cheguei a pensar que ali seria o marco patético, que no futuro riríamos, de uma vida a dois. Coitada! Tão iludida que sofreu mais que o dobro que ele merecia.
E por mais que me alertasse para não entrar nessa roubada, mais o meu desobediente coração ia fundo. Iniciou-se então a busca frenética pelo teu amor. Horas parecendo que as coisas melhorariam, horas parecendo que nada mais ia acontecer, mas em todo o momento a esperança em chamas. Negava-me em não batalhar por ti e pelo amor que sentia. Fui fundo, até demais.
E então aconteceu o inevitável! Gritei aos quatro cantos: TE AMO!!! Não escutou? Gritei novamente para não restar dúvida. E mais uma vez. E outra. E outra...
Decoração nova
- Que tal este catálogo de cores? –disse meu pai todo entusiasmado. Olhei para o tal “catálogo” e mal pude enxergar a diferenciação das cores. Branco-neve para as paredes da casa, branco-gelo para as portas, cinza-tubarão para o sofá, preto-fosco para o centro da sala e a cortina era a dúvida restante, mas havia um circulo nela com uma flecha apontando para a palavra “cinza”.
- Parece mais uma escala de preto e branco. –falei sem entusiasmo nenhum.
-Hein?
- Digo, precisamos colocar umas flores, sei lá, a casa precisa de vida, de cores…
-Flores? Pra quê flores? Isso aqui não é casa de mulherzinha não!
- Mas pai, isso não tem nada a ver! Eu tenho várias ideias que deixariam a decoração super legal, você tem que ver a casa maravilhosa que eu construí no The Sims…
- Dessimis? Ta falando de quê minha filha? Ah, não importa, vai ser como eu quero e ponto final!
Meu pai saiu de perto de mim e foi fazer um lanche na cozinha. Não importavam quantos anos se passassem, nossas opiniões quase nunca eram compatíveis. Nosso apartamento parecia mais o lar de um cara solteiro e não de uma família. E ai de mim se quisesse discutir os gostos decorativos do meu pai. Resignada, fui me deitar e ele voltou para me lembrar de que o pintor começaria na segunda-feira. Ótimo, pensei. Se houvesse um medidor de sarcasmo no pensamento, o meu estaria estourado. Para aumentar minha alegria(haja ironia na minha mente!) ele me disse para não ficar arrumada, porque esse pintor tem uma cara meio suspeita.
Não dá para confiar nessa cara de quem está fazendo só o serviço…
Oras, isso eu poderia fazer, claro. E realmente me esforcei nessa parte. Quando chegou a segunda-feira, meu pai me acordou pontualmente às 5:15h da madrugada(pra mim, antes das 9h em época de férias é madrugada ainda). E então vesti uma farda velha da escola de cor laranja berrante, coloquei também a calça leggin antiga que eu usava para fazer educação física há 4 anos atrás, puxei meu cabelo num coque rente ao crânio e não passei uma miligrama de maquiagem no rosto. Eu subitamente parecia estar com 14 ou 15 anos de novo. Realmente eu me sentia sem dignidade como fêmea estando vestida daquele jeito. Mas era por uma boa razão não era? Não era?
A saga em busca da primeira habilitação – Parte 1
Não sei se essa notícia é tão boa para as ruas do Recife como ela é pra mim. Mas me parece que finalmente chegou o momento de aprender a andar nessa cidade, ou então de conferir os preços de GPS pra carro…
É claro, que como diria meu pai, nada na vida vem sem esforço, e assim com esse pensamento na cabeça fui fazer a primeira visita a autoescola. O choque inicial é quando perguntamos o preço total que temos que pagar…
Texto de convidada: “Nossa velha infância” por Roberta Silvestre
Depois do conto que postei semana passada, que diga-se de passagem foi um dos textos com bom número de visualizações aqui no blog, trago mais um da minha querida amiga que atende pelo nome de Roberta Silvestre! É uma ficção curta e bem gostosa de ler, então aí vai!
Bom, é que na empresa em que trabalho, tem uma filial lá (em todo o Brasil, para ser sincera), e cada ano o treinamento é em uma diferente. E por alguma ironia do destino, justo no ano que entre ela escolheu fazer essa atividade no lugar que eu mais tinha raiva. E o treinamento teria duas semanas de duração. Muito tempo, para ser sincera.
Estou me referindo a minha terra natal, Recife. Não me leve a mal, eu não odiava a cidade em si, na realidade eu a amava muito e a amo, mas eu odiava o que acontecera lá, as minhas tão doloridas lembranças.
Texto de convidada : “Mais uma de amor” por Roberta Silvestre
O texto que posto aqui hoje é um conto de autoria de uma amiga minha querida, que atende pelo nome de Roberta Silvestre. Ela escreveu essa história há algum tempo já e como não tinha publicado em lugar nenhum, perguntei se ela não gostaria de colocar aqui. Fico super feliz em ter textos de outras pessoas por aqui, ainda mais quando é uma ficção com a cara do blog. Sem mais delongas, aí vai o texto!
No geral costumo andar pela manhã, a não ser que a maré esteja seca à tarde. Nada melhor do que depois de uma longa caminhada cair na água. Por esse motivo, que fui andar por volta das quatro horas hoje à tarde.
A praia estava uma delicia. O sol já não batia diretamente em mim por causa das sombras dos prédios. Havia muitas crianças brincando, família reunida, amigos conversando, em fim uma alegria só. E eu adoro observar tudo isso. O que eu adoro no verão e no clima de férias, é que as pessoas parecem mais felizes.
Foi vagando nesses pensamentos, tentando veementemente afastar uma pessoa em especial da minha mente, que fui surpreendida por alguém me chamando. Continuei andando pensando que não era comigo e sim com uma menininha que estava por perto.



