Mostrando postagens com marcador textos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador textos. Mostrar todas as postagens

Papai, tô namorando!!!


Para os humanos do sexo feminino, contar ao seu progenitor que chegou o momento em que foi iniciado o relacionamento amoroso com outro ser humano não é tarefa simples.
O momento é peculiar e exige toda precaução para não ser revertido numa catástrofe do patamar da queda das torres gêmeas. Afinal, para o nosso pai, o que mais é um namorado para uma filha senão um avião pilotado por um terrorista prestes a destruir a sólida estrutura construída anos a fio em um massacre de proporção internacional?
Pode ser que nem todos cheguem a ver dessa maneira, quando se considera o seu próprio caso, mas contar ao meu pai que eu estava namorando era o mesmo que entrar em total pânico e decretar o estado de calamidade pública no meu humilde universo hipotético.  Era com toda a certeza de meu ser, um dos maiores medos que sempre cultivei na vida, como uma granada que assim que fosse solta, explodiria e eu não sabia para onde meus restos mortais seriam jogados. Só que eu precisava soltar a danada.

Untitled-2
SOCORRO! CHAMEM UM ESQUADRÃO ANTIBOMBAS, POIS TEM UMA PRESTES A EXPLODIR!
Eu sabia que não podia mais adiar o momento. No desenrolar de meus 21 anos de vida, pela primeira vez eu tinha estado com alguém que merecia ser tão oficial a ponto de meu pai saber de sua existência. Rodrigo era o nome do corajoso guerreiro que queria não só namorar comigo, como também, colocar em conhecimento do meu patriarca, tal acontecimento. Por uma boa dúzia de dias, consegui protelar a ocasião, mas ele estava impaciente e achava errado tudo isso. Então, por mais que eu odiasse admitir, eu não era a favor de namorar assim, com medo de alguém conhecido descobrir e meu pai não ouvir de mim. Por isso demorei até pra colocar no Facebook, já que até aquilo podia me servir como prova de não ter contado o que estava se passando. Decidi que não queria mais deixar isso pra depois e vesti minha cara e coragem pra enfrentar a situação. Nesse post, eu conto o desenrolar desse fato épico na minha vida nem tão épica assim.

Chico Bento cresceu?

 

De repente, pipocam em sites de notícias que ele ganhou uma versão “crescida”. O assunto vira, como de praxe, motivo para piadas em redes sociais e logo minha curiosidade se atiça pra descobrir o que danado tinham feito com um dos meus personagens preferidos do Maurício de Sousa. Lendo as informações que encontro por aí, entendo que ele se tornou um ex-caipira forte, sexy, estiloso, sem sotaque, calouro de universidade.

E essa descrição me pareceu um tanto supérflua e absurda. Resolvi tirar minhas conclusões por mim mesma e comprei então a edição de lançamento de “Chico Bento Moço”.

 

chico bento

Devorando as páginas!

 

Depois de ler duas vezes todas as páginas do gibi (ou mangá, ou mangá abrasileirado, sabe-se lá como se classifica aquele tipo de quadrinhos), finalmente posso dizer o que aconteceu com nosso querido Chico e se ele realmente se tornou um adulto. Nesse post, amigo leitor, eu conto pra você.

 

Que tal dar uma olhadinha no comercial?

 

Caminhada na praia de Boa Viagem


Se você é uma moça simpática, metida a educada, sempre sorridente e por que não dizer, um tanto ingênua também, você nunca deve ir sozinha caminhar na orla da praia de Boa Viagem. Coisas bizarras podem acontecer a você. Tipo essas que eu vou contar nesse post.

praia de boa viagem
Parecia apenas um pacato fim de tarde na praia. As aparências enganam.

Uma praga nas amígdalas


Ultimamente, três vezes ao dia, eu faço a decisão entre comer e chorar ou simplesmente passar fome.
O ato de deglutir nunca foi tão doloroso em toda minha vida.
Eu já tinha sentido desconfortos antes, mas esse período na faculdade está de parabéns. Esse é provavelmente o meu recorde de doenças/mazelas ininterruptas.

remedios
Haja remédio! E água pra descer essa lapada de comprimidos…

Eu não sou de me lamuriar por conta de doença. Tanto é que a coisa chegou nesse estado justamente porque nunca acho que é algo sério e que logo vai passar naturalmente. Mas na terça, dia 9, quando eu fiz 21 anos e 4 meses, o limite foi atingido.
Eu mal conseguia falar, mal conseguia comer, ardia em febre diariamente e ainda por cima, estava com bafo.
Isso mesmo, caros leitores, eu que sou super noiada com manter minha boca limpa e cheirosa, estava com bafo. A doença tinha chegado nesse estado. Aí não tinha mais como protelar minha ida ao hospital. Era uma questão de honra(e de necessidade de sobrevivência). Imploro ao meu pai e ele resolve me levar no Unimed da Ilha do Leite.
O erro inicial: achar que era pra ir no Unimed 3, mas na verdade descobrimos já quando eu estava no consultório da emergência que o certo era o Unimed 1, pois tinha otorrinolaringologista(eita palavra gigante!) 24h por dia. Enquanto isso eu consumia mais e mais balas de menta que disfarçavam precariamente a situação, a dor e o odor que estava na minha boca, tudo vindo da minha garganta. Eu começava a achar que acabaria com todo o estoque de balas de menta da cidade de Recife.

Coisa de mulher prendada: Uma crônica ou uma receita? O desafio picante!


Desculpem a imagem ruim, só encontrei essa… Smiley triste

A culpa era do sabor do nordeste.
Antes que você, caro leitor, entenda-me errado, deixe-me explicar. Adoro comida nordestina, como boa paraibana/pernambucana que sou. Era um dia comum desses em que eu voltava da UFPE com Érica, e dada nossa comum falta de recursos financeiros, estava complicado escolher um lugar no shopping para almoçar. Decidimos comprar macarrão e molho, sairia barato e renderia bastante. Chegamos na seção dos molhos de tomate no supermercado. Eu estava impressionada com a variedade absurda de sabores que eram vendidos nas prateleiras.
Molho com cebola, molho com azeitona, molho com carne, molho sabor pizza, e não só os molhos de tomate, mas até molho madeira se vendia ali. Naquela confusão de opções, Érica me aponta um tradicional.
- Po, mas a gente vem até aqui e pega esse molho sem graça mermo? Não, né, vamo ver um com uma frescura a mais! – digo eu, leiga na atividade de escolher molho de tomate. Continuo passando os olhos pelas embalagens até que eu avisto ele: molho de tomate sabor do nordeste. Tinha coisa mais tentadora do que um molho com esse título? Minha boca já começava a salivar imaginando a delícia que devia ser.
- Dani, só se liga numa coisa: molho APIMENTADO. – disse Érica sabendo do meu histórico com comida picante. O negócio é que eu não tinha muita experiência ali e sempre que me enveredava a comer coisas com pimenta, o resultado não era lá o melhor. Eu ficava vermelha e suando feito uma porca. Aquela coisa tosca de quem não é acostumado e ainda é branco feito uma vela. Fico me sentindo uma gringa provando acarajé com pimenta baiana.
- OK, eu sei que é apimentado, mas eu aguento né? É O SABOR DO NORDESTE, PRECISO PROVAR! – E feliz e satisfeita, agarrei a embalagem pra levar pra casa de Érica. Chegamos lá e tudo muito bem, ela prova o molho quando ainda está na panela e diz que é bem leve. A opinião de Érica em coisas picantes não me era muito confiável porque eu sabia que ela gostava de uma pimenta na comida. A hora de provar chega e despejo no prato a parte com mais molho. Instantaneamente, assim que ponho a primeira garfada na boca, eu vou no inferno e volto. Obviamente, eu tento disfarçar na classe, mas meu olho ameaça lacrimejar deliberadamente.
- Érica…. Tem aquela maionese esperta aí pra eu comer com macarrão? Gosto de botar. – ok, eu de fato gostava de maionese com macarrão, mas dessa vez era de uma necessidade cavalar. Eu esperava que a maionese ajudasse na ardência absurda que estava a minha língua. Até o fim do almoço, eu fiquei vermelha, suando como uma porca e cheguei ao novo nível: quase choro de tão apimentado. Claro que na minha cabeça eu não ia descer do salto, e aguentei bem. Claro que Érica viu minha tentativa forçada e foi bem legal fingindo que não percebeu.
Esse episódio virou piada interna por muitos dias. Até essa semana, relembramos e fiquei matutando comigo mesma que devia ter um jeito de comer algo picante e não ficar ridícula daquele jeito. Eu ia achar uma solução.
E foi daí que surgiu o desafio picante.
Eu ia comer aquele molho picante de todo jeito. E não ia passar mal por causa dele. Era uma questão de honra.
Decidida, falei com Érica pra preparar outro macarrão na casa dela. Pesquisei e pesquisei na internet, o jeito era tacar creme de leite. Como essa quinta não teve aula, por causa da greve dos ônibus, resolvemos que era o momento. Antes de tudo, fomos ao supermercado comprar o bendito molho. Passei meus olhos novamente por aquela confusão de sabores e não achei o sabor do nordeste.
-Ok, estou desesperada, como fazer o desafio sem o desafiante??? – perguntei incrédula para Érica.
- Bem, tu quer que seja picante né? Tem essa marca aqui que diz que é apimentado.
- Hmm… Tá valendo! Não tem o titular, vai o reserva!
E depois de procurar o creme de leite, o requeijão mais barato, deixar o requeijão cair no meio de muitas garrafas de vinho e elas não quebrarem mas o fundo do requeijão quebrar, e ainda assim ter a cara de pau de pegar outro e deixar lá o quebrado escorrendo, fomos felizes com os ingredientes pra casa.
WP_20130704_00120130704154107
O desafiante substituto!

A lenda da romena


097
A única foto que consegui registrar. Afinal, lenda é lenda.
Eu não sei se vocês já tentaram pesquisar o nome dela no Google.  É missão impossível achar uma foto que seja, ou quase, talvez alguém consiga essa façanha. Não fosse o clique sorrateiro que tirei há mais de um ano atrás, não teria uma imagem para ilustrar esse post.
O fato é que essa mulher é uma lenda viva e depois de finalmente passar em todas as disciplinas que eu poderia pagar com ela, chegou a hora de me despedir de suas aulas e em sua homenagem, postar esse humilde texto que tenho certeza que não descreverá a altura o personagem que ela virou em minha memória e na de muitos outros estudantes de Engenharia Eletrônica na UFPE. Se você ainda não a conhece ou quer apenas relembrar a figura icônica, vamos comigo nessa retrospectiva pelos momentos com a romena. Espero que se algum dia ela ler isso aqui, fique feliz e ache divertido, foi com a melhor das intenções. Afinal, professora, sou sua fã.
E quem não poderia ser depois de ver suas aulas?

R.I.P. CDU/SHOPPING


166
Foto tirada em uma das tantas noites que ele me levou pra casa.

O amigo leitor estranhará quando eu disser que até os 18 anos eu mal sabia como era andar de ônibus. Mas tudo que eu fazia ficava pelo meu bairro mesmo ou então meu pai me levava de carro ao meu destino, até essa idade.
Era um dia muito chuvoso, em meados de junho de 2010. Eu estava estudando para a última prova de Física 1 e esperava o horário que meu pai costumava me buscar na UFPE. Naquele tempo, eu estava ainda no primeiro período e como tudo aquilo de universidade era novo, meu pai me prometeu que daria sempre um jeito de me buscar ou mandar alguém de confiança fazer isso. Aquele dia foi marcante, pois pela primeira vez ele não podia cumprir sua promessa.

Ensaios(e também um texto): Meu primeiro piercing e cabelo mais curto


Ainda bem que meu pai não gosta de internet. Muito menos de ficar lendo sites. Muito menos deve saber o que é um blog. Hoje divido com vocês a experiência de fazer meu primeiro piercing. Que seja nosso segredo. Alegre

page
Uma amostrinha das fotos :)

Eu olhava pro espelho e alguma coisa tinha mudado. Minha percepção de mim mesma depois das lapadas emocionais de 2012 me transformaram. Eu sentia estar mais madura, porém mais fria. Será que maturidade tinha a ver com isso? Ou será que é o que o mundo quer que a gente pense? Seja qual for a resposta, eu sabia que estava diferente. Queria marcar isso no meu corpo pra que ficasse lembrado que 2013 era um ano novo.
Eu sempre quis colocar um piercing. Na verdade, também gosto de tatuagens, mas sendo realista, eu não poderia bancar uma e não tinha ainda segurança pra isso. Resolvi que estava na hora de furar de novo minha orelha, mas dessa vez pra fazer algo que não era do dia pra noite que eu tinha vontade, era uma vontade de muito tempo. Tomei a decisão e fui a ação. Uma vez feita a escolha, não gosto de demorar pra executá-la. Era então dia 13 de março de 2013.

Um “bota fora” de 2012 e um olá pra 2013

2012 foi um ano muito forte.
Diz minha tia, que os astros, números e todo tipo de hecatombe dos zodíacos previa que 2012 seria um ano difícil pra maioria das pessoas. Eu não sei o que a maioria das pessoas pensa, mas pra mim, foi um ano absurdamente marcante e aqui nesse post promovo o meu “bota fora” pessoal, a lavagem de alma anual em que escrevo um pouco sobre o que se passou nesses 12 meses. Antes eu escrevia isso num diário, só que dessa vez, resolvi compartilhar com o mundo um pouquinho do que me aconteceu.

A saga em busca da primeira habilitação – Parte 4


Agora mais que nunca tirar a carteira de motorista merece o status de “saga em busca da primeira habilitação”.
Ok, isso não é o recomendado. Terminei as aulas teóricas em fevereiro e só agora, dia 21 de novembro de 2012, fiz finalmente a prova teórica do DETRAN. É bem provável que todos da minha turma já tenham a carteira há meses e eu ainda nem peguei num carro. Agora meu processo está pra vencer em 10 de janeiro de 2013 e fui classificada no banco de dados da autoescola como caso “especial/urgente”. Quando penso nisso até dá vontade de rir.
Como não poderia deixar de ser, sou brasileira e sempre deixo pra fazer tudo de última hora. Fui deixando pra depois por causa das aulas da UFPE e mesmo no período de greve, fui deixando pra depois, quando as férias tivessem terminando. Mas quando tomo vergonha na cara, só consigo marcar pra esse dia a prova e agora vou contar como tudo se sucedeu…
Aquele alívio porque tinha ar-condicionado na sala de espera…

Palavras de “até logo” e não de adeus a Marília


IMG_1507corte1
         Era 2009, meu ano de vestibular e já fazia dois anos que  estudávamos na mesma escola, mas nunca tínhamos nos visto antes. O destino nos juntou quando ficamos na mesma turma no terceiro ano do Ensino médio e escolhemos a turma especial preparatória para o ITA e o IME. Ela nem queria ir para essas universidades, estava ali porque queria uma preparação diferenciada para tentar ingressar na UFPE, e saber disso foi o primeiro fato que me fez admirá-la. Não é qualquer um que tem a força de vontade de se submeter a rotina de estudos pesados dessas turmas especiais apenas para chegar na UFPE mais bem preparado. Aos poucos fomos nos aproximando e lembro que brincando naquela época, eu dizia que ela era a “ice girl” sem sentimentos devido a sua natureza racional de ser e pensar. Eu achava isso notável, mas não erámos tão amigas ao ponto de eu sentir liberdade de comentar isso com ela. Saíamos sempre em grupo para almoçar e na última vez que isso ocorreu, lá pelo final do ano, fomos apenas eu e ela. Lembro de que conversamos sobre várias coisas e dentre elas falamos sobre o fato de que muitas pessoas eram apenas colegas e não amigas porque estavam juntas devido a convivência e não porque de fato tinham uma ligação. Comentamos até que provavelmente com o tempo, nós perderíamos o contato e um dia seríamos apenas conhecidas de um tempo distante na escola. Mas não é que a vida nos surpreendeu?

Texto de convidada: “Vício frenético” por Roberta Silvestre

Depois de um bom tempo sem aparecer por aqui, Roberta Silvestre nos premia com essa crônica de tirar o fôlego. Sem mais, aí vem o texto!

Vida de Universitária: Adeus Área II

IMG_1422


Parece que foi ontem que tudo começou, mas já se

vão dois anos e meio lá.



Foto tirada por LeU, vulgo Leonardo Pereira Smiley piscando


A saga em busca da primeira habilitação – Parte 3


Placa[4]



De algum modo, passei pelo exame psicotécnico com atestado de pessoa normal.
 Não me informaram quanto tirei na prova de lógica, o que me deixou bastante chateada, pois sempre é bom saber sobre o desempenho nas coisas dessa vida (pensando como estudante de engenharia admito que realmente gosto de ter dados na mão).



A saga em busca da primeira habilitação – Parte 2

 

O dia da consulta médica e do exame psicotécnico havia chegado e eu estava em pane pensando em que tipos de instrumentos de tortura eles nos avaliariam… Com certeza deveriam checar minha visão e fiquei imaginando como seria a sensação de ter meu globo ocular varrido por alguma espécie de laser futurista.

Mas é claro que isso era só minha imaginação fértil ultrapassando os limites do que se considera razoável.

Cheguei ao consultório médico por volta das 9h da manhã, onde eu teria minha consulta com sei lá que médico. Imaginei que seria um lugar abarrotado de pessoas enfermas esperando sua aprovação para conduzir veículos na cidade, só que quando bato na porta, encontro apenas uma secretária numa antessala e mais uma porta que dava para a sala da médica. Ainda bem que era mulher. Fiquei aliviada porque não sabia que tipos de coisas ela gostaria de testar e averiguar em mim, então só por segurança, achei melhor que ela fosse do mesmo gênero que o meu.

Dirigi-me a secretária e ela me olhou como se eu estivesse atrapalhando algo muito importante. Olhei a tela de seu computador e ela estava conferindo o perfil do Facebook de alguém. Oh, desculpe por atrapalhar, mas estou aqui para fazer você trabalhar, querida, pensei.

 

bitch-bitch-please-jim-parsons-sheldon-sheldon-cooper-Favim.com-140395

Eu tenho hora marcada, ok?

 

Ela fez um sinal pedindo que eu aguardasse e minimizou a tela do Facebook. Pegou meu comprovante de pagamento pela consulta e chamou a médica ao telefone. Pergunto-me se era tão cansativo assim para ela se levantar e bater na porta avisando da minha presença. A médica, que agora nem lembro mais como se chama, convidou-me a entrar na sala dela e então sentei na cadeira vaga a sua frente.

A médica começou portanto a me fazer perguntas e eu a responder.

- Você bebe?

Texto de convidada: “Quando o amor se vai” por Roberta Silvestre

Opa! Mais um belo texto de amor da minha amiga Roberta Silvestre! Dessa vez temos uma linda crônica, belamente escrita e de emocionar qualquer coração… Aproveitem!

Quando o amor se vai
Tento desesperadamente anular o que eu sentia por ele. Mas parece-me que isso é uma missão impossível. Busco razões para que nós não tenhamos dado certo, mas não acho de verdade. Dou algumas desculpas, até certo ponto válidas, mas nada muito satisfatório. Busco em outros rapazes a emoção que eu sentia perto de ti... Sinceramente? Não encontro. Sim encontrei algumas diversões, camuflou a dor que eu sentia e eu sinto por não ser tua. No entanto, nada é verdadeiro como foi contigo.
Cada olhar, gesto, palavras tuas eu captei profundamente, em busca de uma esperança de um dia ser o teu porto seguro. Às vezes achei que vi isso, mas terá sido alucinação minha? Ilusão? Busca do que não existiu. E cada abraço de despedida nas escadarias eu tentava te falar o inevitável: eu te amo. Mas ficava engasgada na minha garganta. Doía só de pensar.
E quando eu menos esperava, ficamos juntos numa maravilhosa e infeliz noite de bebedeira. Reanimando assim um coração carente, até mesmo doente. E cheguei a pensar que ali seria o marco patético, que no futuro riríamos, de uma vida a dois. Coitada! Tão iludida que sofreu mais que o dobro que ele merecia.
E por mais que me alertasse para não entrar nessa roubada, mais o meu desobediente coração ia fundo. Iniciou-se então a busca frenética pelo teu amor. Horas parecendo que as coisas melhorariam, horas parecendo que nada mais ia acontecer, mas em todo o momento a esperança em chamas. Negava-me em não batalhar por ti e pelo amor que sentia. Fui fundo, até demais.
E então aconteceu o inevitável! Gritei aos quatro cantos: TE AMO!!! Não escutou? Gritei novamente para não restar dúvida. E mais uma vez. E outra. E outra...

Decoração nova

 

- Que tal este catálogo de cores? –disse meu pai todo entusiasmado. Olhei para o tal “catálogo” e mal pude enxergar a diferenciação das cores. Branco-neve para as paredes da casa, branco-gelo para as portas, cinza-tubarão para o sofá, preto-fosco para o centro da sala e a cortina era a dúvida restante, mas havia um circulo nela com uma flecha apontando para a palavra “cinza”.

- Parece mais uma escala de preto e branco. –falei sem entusiasmo nenhum.

-Hein?

- Digo, precisamos colocar umas flores, sei lá, a casa precisa de vida, de cores…

-Flores? Pra quê flores? Isso aqui não é casa de mulherzinha não!

- Mas pai, isso não tem nada a ver! Eu tenho várias ideias que deixariam a decoração super legal, você tem que ver a casa maravilhosa que eu construí no The Sims…

- Dessimis? Ta falando de quê minha filha? Ah, não importa, vai ser como eu quero e ponto final!

Meu pai saiu de perto de mim e foi fazer um lanche na cozinha. Não importavam quantos anos se passassem, nossas opiniões quase nunca eram compatíveis. Nosso apartamento parecia mais o lar de um cara solteiro e não de uma família. E ai de mim se quisesse discutir os gostos decorativos do meu pai. Resignada, fui me deitar e ele voltou para me lembrar de que o pintor começaria na segunda-feira. Ótimo, pensei. Se houvesse um medidor de sarcasmo no pensamento, o meu estaria estourado. Para aumentar minha alegria(haja ironia na minha mente!) ele me disse para não ficar arrumada, porque esse pintor tem uma cara meio suspeita.

 

Não dá para confiar nessa cara de quem está só fazendo o serviço

Não dá para confiar nessa cara de quem está fazendo só o serviço…

 

Oras, isso eu poderia fazer, claro. E realmente me esforcei nessa parte. Quando chegou a segunda-feira, meu pai me acordou pontualmente às 5:15h da madrugada(pra mim, antes das 9h em época de férias é madrugada ainda). E então vesti uma farda velha da escola de cor laranja berrante, coloquei também a calça leggin antiga que eu usava para fazer educação física há 4 anos atrás, puxei meu cabelo num coque rente ao crânio e não passei uma miligrama de maquiagem no rosto. Eu subitamente parecia estar com 14 ou 15 anos de novo. Realmente eu me sentia sem dignidade como fêmea estando vestida daquele jeito. Mas era por uma boa razão não era? Não era?

A saga em busca da primeira habilitação – Parte 1



cnh-carteira-de-motorista1
Ninguém sai esplendoroso nessas fotos, né?


Finalmente meu pai decidiu que chegou a hora de eu botar a mão num volante.
Não sei se essa notícia é tão boa para as ruas do Recife como ela é pra mim. Mas me parece que finalmente chegou o momento de aprender a andar nessa cidade, ou então de conferir os preços de GPS pra carro…
É claro, que como diria meu pai, nada na vida vem sem esforço, e assim com esse pensamento na cabeça fui fazer a primeira visita a autoescola. O choque inicial é quando perguntamos o preço total que temos que pagar…

Texto de convidada: “Nossa velha infância” por Roberta Silvestre


Depois do conto que postei semana passada, que diga-se de passagem foi um dos textos com bom número de visualizações aqui no blog, trago mais um da minha querida amiga que atende pelo nome de Roberta Silvestre! É uma ficção curta e bem gostosa de ler, então aí vai!

Nossa velha infância
Não acredito que eu tinha voltado para lá. Juro que não acreditava. Após dez anos de aversão a esse lugar. Eu tinha prometido a mim mesma que nunca mais pisaria lá. Mas lá estava eu, por livre e espontânea pressão. E eu sentia uma raiva muito grande por ter quebrado a minha promessa.
Bom, é que na empresa em que trabalho, tem uma filial lá (em todo o Brasil, para ser sincera), e cada ano o treinamento é em uma diferente. E por alguma ironia do destino, justo no ano que entre ela escolheu fazer essa atividade no lugar que eu mais tinha raiva. E o treinamento teria duas semanas de duração. Muito tempo, para ser sincera.
Estou me referindo a minha terra natal, Recife. Não me leve a mal, eu não odiava a cidade em si, na realidade eu a amava muito e a amo, mas eu odiava o que acontecera lá, as minhas tão doloridas lembranças.

Texto de convidada : “Mais uma de amor” por Roberta Silvestre


O texto que posto aqui hoje é um conto de autoria de uma amiga minha querida, que atende pelo nome de Roberta Silvestre. Ela escreveu essa história há algum tempo já e como não tinha publicado em lugar nenhum, perguntei se ela não gostaria de colocar aqui. Fico super feliz em ter textos de outras pessoas por aqui, ainda mais quando é uma ficção com a cara do blog. Sem mais delongas, aí vai o texto!


Mais uma de amor
Como sempre acontece nas férias de verão, hoje fui andar na praia. Gosto muito de caminhar porque me deixa bem relaxada, calma. Gosto também porque fico sozinha, vagando nos meus pensamentos.
No geral costumo andar pela manhã, a não ser que a maré esteja seca à tarde. Nada melhor do que depois de uma longa caminhada cair na água. Por esse motivo, que fui andar por volta das quatro horas hoje à tarde.
A praia estava uma delicia. O sol já não batia diretamente em mim por causa das sombras dos prédios. Havia muitas crianças brincando, família reunida, amigos conversando, em fim uma alegria só. E eu adoro observar tudo isso. O que eu adoro no verão e no clima de férias, é que as pessoas parecem mais felizes.
Foi vagando nesses pensamentos, tentando veementemente afastar uma pessoa em especial da minha mente, que fui surpreendida por alguém me chamando. Continuei andando pensando que não era comigo e sim com uma menininha que estava por perto.